CIRE debateu «Desafios da Reabilitação Reabilitar com Qualidade»
Um Seminário/Debate que decorreu no Auditório do Instituto Politécnico de Tomar, e que contou com a presença do governador civil, do presidente da Câmara Municipal de Tomar e da directora do Centro Distrital de Segurança Social de Santarém.
A presidente da direcção do CIRE Arlinda Segorbe referiu na sua intervenção de que pretenderam com o evento, “reflectir com os vários intervenientes da comunidade alguns tópicos que nos preocupam e que nos afectam no quotidiano das nossas actividades e funções.
Achamos que são pertinentes para análise e reflexão nesta assembleia alargada a técnicos, professores, encarregados de educação, pais e educandos, tendo em vista apurar algumas orientações e conclusões que possamos posteriormente ver implementadas nas nossas instituições locais de trabalho e sociedade em geral.
Falar sobre reabilitação parece uma pratica comum e diária, mas será que essa reflexão do quotidiano é suficiente para compreendermos todas as necessidades e dificuldades com que as pessoas com deficiência se deparam ao longo da vida?
Muitas são as adversidades que vivemos diariamente, quer provocadas pelo meio que nos rodeia quer por factores de sorte ou de azar, que alteram a nossa condição física, a nossa personalidade, o nosso carácter, a nossa vida. E por vezes nos obriga a experimentar situações menos positivas.
O desafio a que nos propomos hoje passa por abordar as diversas áreas de desempenho em que as pessoas com deficiência se evidenciaram, entre muitas outras, no âmbito do desporto, da pintura e da musica.
Deixo aqui algumas considerações: será que estamos preparados para lidar de forma tranquila e sábia com todas as alterações que nos surjam inesperadamente? Quais os principais obstáculos ou dificuldades encontrados pelas pessoas com deficiência? Quais as formas mais adequadas para intervir em algumas destas situações? Qual o papel das autarquias e comunidade civil face ás necessidades desta população? Será devidamente reconhecido e divulgado, todo o esforço e dedicação dos nossos atletas e artistas, que se defrontam muitas vezes com inúmeras dificuldades para a concretização do seu sonho? È com base em todas estas reflexões e questões que o CIRE apostou neste evento, onde cada um poderá reflectir e partilhar opiniões, para que em conjunto nos possamos tornar mais interactivos e participantes, enquanto técnicos, responsáveis e seres humanos”.
Presente no evento esteve Paulo Fonseca, governador civil do distrito de Santarém que na sua intervenção realçou, “uma palavra de congratulação desde logo pela composição da sala, é muito gratificante verificar que num dia útil da semana, para discutir uma temática desta natureza, nós encontramos o auditório do IPT quase cheio, o senhor presidente do IPT congratulou-se por eu já ter estado aqui nesta semana por duas vezes, uma para falar de gestão de empresas e agora para falar de reabilitação, e, é, assim que deve ser a função de um governador civil”.
Paulo Fonseca aproveitou a oportunidade para justificar a sua presença num grande conjunto de actividades espalhadas por todos os concelhos do distrito, “no passado as pessoas estariam habituadas a que o governador civil faria de jarra de flores para decorar um conjunto de eventos, e zelando para que tudo continuasse na mesma, e, eu em cada ocasião, varias vezes ao dia, faço questão de zelar para que tudo fique diferente, fazer exactamente o contrário daquilo que está instituído no subconsciente das pessoas, que é deixar provocações, deixar estímulos á provocação á irreverência á capacidade para podermos ir cada vez mais longe, penso que esse é um desafio funcional que não só está no meu subconsciente como deve estar no subconsciente de cada um de nós”.
Sobre a temática em discussão, Paulo Fonseca, destacou a necessidade de se rentabilizar todos os meios, quer técnicos quer matérias, existentes na sociedade civil no apoio ás diferentes causas sociais, “se nos entregarmos poderemos aproveitar melhor um conjunto de recursos que já temos, se franquearmos aos portas aos outros podemos aproveitar melhor um conjunto de recursos que já temos, para podermos chegar mais longe”.
O governador civil até deu o exemplo da localidade de Madeiras no concelho da Barquinha, em que a comunidade local, aproveitou as instalações da colectividade, para a utilizar durante o dia como centro de dia, foi apenas necessário apetrechar o espaço com um conjunto de utensílios que proporcionaram algum conforto aos seus utilizadores.
Neste evento interviu a Dr.ª Paula Teles do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade (na foto), com o tema «Cidades para Todos».
Fonte: Rádio Cidade de Tomar 30/03/2009