Bairro e Aldeia Nova com novas creches e lares de idosos

As localidades de Bairro, freguesia de Fátima, e Aldeia Nova, freguesia de Olival, ambas do concelho de Ourém, inauguraram no fim-de-semana os novos edifícios que vão receber as valências de lar, creche e jardim-de-infância. Momentos em que se lembraram os investimentos realizados, ainda por pagar, e a necessidade deste tipo de instituições convergirem, a fim de se criarem respostas sociais economicamente sustentáveis.

Na sexta-feira, 26 de Agosto, o novo espaço para creche e lar de idosos do Centro de Apoio Social do Olival, em Aldeia Nova, foi inaugurado com a presença do secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa. O presidente da direcção do Centro de Apoio Social do Olival, Armando Neto, lembrou o investimento realizado no espaço, pedindo à Câmara de Ourém que conclua o pagamento dos 150 mil euros prometidos, dos quais já receberam 22 mil euros. O edifício, lembrou, ficou em mais de um milhão de euros.

O espaço tem 30 camas para lar e 20 lugares para creche e já está a funcionar há um mês. Emprega cerca de 20 pessoas. “É já o maior empregador da freguesia”, sublinhou o presidente da Junta do Olival, Fernando Ferreira.

Marco António Costa lembrou a necessidade de se criarem condições para que instituições como o Centro de Apoio Social do Olival não entrem em ruptura financeira. Na ocasião foram ainda assinados dois protocolos com a Segurança Social, para dar apoio às valências de creche e lar.

Domingo, 28 de Agosto, decorreu a inauguração do novo edifício do Centro de Bem-Estar do Bairro, que vai receber creche, jardim-de-infância e lar de idosos. O espaço tem apenas 10 quartos (perto de 20 camas) para lar de idosos, o que remeteu para a necessidade de em breve ser alargado, dada a já grande lista de inscrições. Há lugar para 25 crianças em creche e 50 em jardim-de-infância.

David Catarino, presidente da assembleia-geral do Centro de Bem-Estar do Bairro, lembrou que nas últimas décadas as respostas sociais no concelho de Ourém melhoraram significativamente. “Mas nestas respostas sociais continua a haver carências”, afirmou, referindo que as 20 camas em lar não garantem a sustentabilidade financeira do espaço. “As instituições particulares de solidariedade social deviam, se calhar, ver-se globalmente, porque há carências mas não faz sentido continuar a alargar o número destas instituições, porque depois não há recursos” para as sustentar a todas.

A ideia foi partilhada pelo presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, ao afirmar que “temos que ser humildes e reconhecer que há equipamentos que podem ser colectivos”.

Fonte: http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=46986&idSeccao=479&Action=noticia


Este website utiliza cookies

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, exibir conteúdos e anúncios personalizados, disponibilizar funcionalidades de redes sociais e analisar o tráfego do nosso website. Também partilhamos informações sobre a sua utilização do nosso website com os nossos parceiros de redes sociais, publicidade e análise de tráfego.