Protocolo de cooperação leva Misericórdias de Sardoal e Santarém a partilhar valências

Instituições unem-se para partilhar o melhor que podem oferecer uma à outra

Desenvolver novos projectos sociais e possibilitar a frequência de funcionários em programas de formação com maior eficácia são dois objectivos do protocolo de cooperação assinado entre as Misericórdias de Sardoal e Santarém, no âmbito da investigação, formação especializada, apoio à responsabilidade social, intercâmbio de estagiários e apoio a candidaturas nas suas áreas de actuação.

A cerimónia decorreu no dia 4 de Março no Salão Nobre dos Paços do Concelho do Sardoal e para além do presidente da autarquia, Fernando Moleirinho, contou com a presença dos provedores da Santa Casa da Misericórdia (SCM) do Sardoal, Anacleto Batista, e da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, Mário Rebelo, que sublinharam a importância desta cerimónia, uma vez que não é usual ver duas Misericórdias a estabelecer parcerias entre si.

“Associarmo-nos ao Sardoal era importante porque com 511 e 505 anos somos talvez as duas Misericórdias mais antigas que existem no país”, realçou Mário Augusto Rebelo, acrescentando que a SCM Santarém tem 530 utentes, 14 respostas sociais e 230 colaboradores. Para o provedor este tipo de protocolo vai permitir que a instituição possa vir a crescer na oferta de respostas sociais permitindo, por exemplo, que os colaboradores da SCM Santarém possam vir a aprender com os do Sardoal. O provedor da SCM do Sardoal, Anacleto Baptista, espera que este protocolo possa vir a dar frutos para fazer frente às dificuldades que os esperam.

“Todos conhecemos as dificuldades que as Misericórdias atravessam mas o que é facto é que no meio destas vicissitudes, prestamos um melhor serviço do que quem tem a obrigação exclusiva que é o Estado”, salientou o responsável, frisando que a instituição que gere tem 200 utentes e 104 funcionários.

“Ver duas instituições de solidariedade social a darem as mãos, num período em que há cortes orçamentais e os problemas sociais são cada vez mais graves e de maior dimensão é para nós gratificante porque mostra a preocupação destas instituições, de duas realidades diferentes, em cooperarem uma com a outra”, apontou Fernando Moleirinho. O autarca espera que este exemplo seja seguido por outras instituições de modo a conseguirem vencer os problemas difíceis que o país atravessa.

“Funcionários da instituição deviam poder ser voluntários”

Durante a assinatura deste protocolo, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sardoal, Anacleto Baptista, criticou o facto dos funcionários da instituição não poderem fazer voluntariado para a mesma, uma vez que é considerado trabalho extraordinário, tendo que ser remunerados por isso. “Vejo com preocupação que os voluntários cada vez escasseiam mais. Mas, e isto parece um paradoxo, o funcionário da instituição não pode fazer voluntariado para a instituição. Se trabalhar um dia, tem que se pagar o dia”, apontou, sublinhando que esta situação é um “contra-senso” quando se faz o apelo ao voluntariado.

Fonte: http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=486&id=72667&idSeccao=7854&Action=noticia


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