Ministério do Trabalho vai eliminar 170 cargos dirigentes no Estado
O Ministério do Trabalho vai eliminar cerca de 170 cargos dirigentes, dos quais cerca de cem “de imediato” na Segurança Social, soube-se hoje, depois de no dia 4 o Ministério das Finanças ter dito que queria reduzir o número e os níveis de remuneração dos dirigentes do Estado.
Além dos cem cargos dirigentes a eliminar para já, o Ministério adianta também que “progressivamente” serão extintos “mais 70 cargos dirigentes”, através da passagem para instituições particulares de solidariedade social de equipamentos administrados pelo Estado e integração dos locais de atendimento de menor dimensão com outros serviços públicos, segundo o Jornal de Negócios de hoje, que avançou esta notícia.
Estes 70 cargos poderão no entanto continuar a ser custeados, pelo menos em parte, pelo Estado, dependendo dos moldes em que se der a passagem dos equipamentos para as IPSS.
O Ministério explica que as cem extinções imediatas de cargos dirigentes acontecem “em cumprimento dos objectivos do Orçamento do Estado para 2011”, sendo “extintos de imediato um lugar de subdirector-geral, um lugar de vogal no Conselho Directivo do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e 100 cargos dirigentes no âmbito do Instituto da Segurança Social”.
O Negócios lembra que em 2006 foram eliminados 125 lugares de direcção neste ministério, no âmbito do PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado) e que entre 2005 e 2010 a despesa com pessoal na Segurança Social caiu cerca de sete por cento, sobretudo devido à redução em 18 por cento do número de funcionários do Instituto da Segurança Social.