Nova sede - Sem as Misericórdias o País estaria pior
O Presidente da República chamou a atenção para o aumento da pobreza envergonhada em Portugal, destacando que a "situação social do País seria bem pior sem as Misericórdias".
O Presidente da República chamou a atenção para o aumento da pobreza envergonhada em Portugal, destacando que a "situação social do País seria bem pior sem as Misericórdias". O professor Cavaco Silva falava durante a inauguração da nova sede social da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), a 25 de Novembro em Lisboa. A cerimónia reuniu cerca de 200 pessoas.
A chegada do chefe de Estado estava marcada para o meio-dia. Mas, ainda não eram 11:00 e já a rua estava movimentada. Era a polícia que regulava o trânsito; Eram os carros de exteriores das televisões a procurar estacionamento; Era a chegada das autoridades políticas e judiciárias, nomeadamente a ministra da saúde, Ana Jorge, o procurador-geral da República, conselheiro Fernando Pinto Monteiro, o presidente do Supremo Tribunal Administrativo, conselheiro Santos Serra, entre muitas outras individualidades. Os jornalistas movimentavam-se por todo o lado.
No pátio que dá acesso ao interior das instalações erguia-se uma enorme tenda para acolher os cerca de 200 convidados. A meteorologia assim o aconselhava. A chuva, mesmo a pouca que ainda caiu, poderia comprometer aquele momento tão significativo para as Misericórdias. Naquele dia, de muito frio em Lisboa, e também de muito calor humano, comemorava-se o 32.º aniversário da instituição.
À hora marcada chegou o Presidente da República. O acto solene iniciou-se com a bênção das instalações num gesto simbólico presidido pelo padre João Marado, responsável pelo Lar-escola Virgílio Lopes, acompanhado pelo padre Miguel Loureiro, da Ordem dos Franciscanos. De seguida, o professor descerrou a placa comemorativa da inauguração da nova sede que tem como patrono o padre Vítor Melícias, em homenagem a toda a sua dedicação à causa das Santas Casas, e num reconhecimento muito particular pelos 15 anos em que dirigiu os destinos da UMP.
Durante o seu discurso, Cavaco Silva frisou que se está a assistir em Portugal ao desenvolvimento de novas formas de pobreza, como a pobreza envergonhada. “Há pouco tempo, recordou, muitas dessas pessoas eram voluntárias e agora são as que pedem ajuda”. Mas, sem as Misericórdias “a situação do País seria bem pior”, frisou.
As palavras do Presidente da República surgiram depois do presidente do Secretariado Nacional da UMP ter garantido que as Misericórdias estão disponíveis para enfrentar os desafios da crise que assola a sociedade portuguesa. “Sucede que as Misericórdias são sempre as primeiras instituições a detectar as repercussões sociais das crises que afectam as pessoas”, afirmou Manuel de Lemos.
Depois dos discursos, o chefe de Estado e a primeira-dama, Maria Cavaco Silva, puderam conhecer parte das novas instalações da UMP, acompanhados apenas pelos membros do Secretariado Nacional e alguns convidados.
Diversas personalidades públicas marcaram presença na inauguração da nova sede da UMP, como os secretários de Estado da Segurança Social, da Saúde e das Comunidades, respectivamente, Pedro Marques, Francisco Ramos e António Braga, o presidente da Liga dos Bombeiros, Duarte Caldeira, o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, juiz Armando Leandro, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), padre Lino Maia, a deputada do CDS-PP, Teresa Caeiro, entre outros.
Fonte: http://www.ecclesia.pt/vozdasmisericordias/