Trabalhadores das IPSS protestam amanhã contra congelamento de salários e comparticipões do Estado

Os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social, Misericórdias e Cooperativas de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados vão paralisar quarta feira em protesto contra o congelamento das comparticipações do Estado e dos salários eos despedimentos.

Um comunicado hoje divulgado pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FP), refere a greve dos trabalhadores das IPSS, misericórdias e CERCI´s é uma forma de protesto contra “o estrangulamento financeiro das instituições, os despedimentos, o congelamento das comparticipações do Estado e dos salários e por aumentos salariais”.

Segundo Luís Pescas da FP, as ações de protesto servirão também “para alertar o governo para o facto de cada vez mais estas instituições de solidariedade prestarem um grande serviço à comunidade e que têm de ser apoiadas pelo Estado”.

“As comparticipações do estado já foram reduzidas o ano passado, estas IPSS têm cada vez mais solicitações das populações e cada vez há mais utentes que não podem pagar o que dá origem a despedimentos”, explicou.

Segundo o sindicalista, muitos dos utentes deixaram de pagar a sua parte às instituições devido à crise económica, provocando-lhes “enormes constrangimentos financeiros e levando ao encerramento de estabelecimentos e ao despedimento de muitos trabalhadores."

“A política de contenção das despesas do Estado com a ação social, ameaça criar um novo e grave problema social, se se concretizar a intenção do Governo de congelar as comparticipações atribuídas anualmente às IPSS, Misericórdias e CERCI`s, já que tal medida inviabilizará o futuro de muitas Instituições, pondo em causa os respetivos postos de trabalho e a prestação dos serviços aos utentes”, lê-se na nota.

O conjunto das instituições existentes emprega mais de 150 mil pessoas que “cumprem um papel social, em termos nacionais, muito significativo e em termos regionais ou locais, quantas das vezes determinante, pela qualidade de maior empregador”.

Para o dia de greve, os trabalhadores têm marcada para as 14:30 uma concentração frente ao Ministério do Trabalho.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Fonte: i online


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