Doenças mais comuns nos seniores
O aumento da esperança média de vida fez eclodir um número expressivo de doenças, como sejam: as alterações mentais, os quadros de confusão e delírio, o enfarte, os problemas ósseos (caso das artroses, a osteoporose ou a fractura do colo do fémur), da visão (cataratas, glaucoma, mácula…), da audição, a doença de Alzheimer, a depressão, a doença de Parkinson, a diabetes tipo II, entre outros.
Delírios - As causas principais dos delírios nos seniores têm a ver com doenças em si (infecções, fracturas, hemorragias…), medicamentos (sedativos, diuréticos…) ou até circunstâncias sócio-ambientais (lutos, mudança de residência ou uma ida para o lar).
O enfarte cerebral, ou acidente vascular cerebral - É a obstrução da chegada do sangue a uma parte do cérebro devido a uma trombose ou até por ruptura de uma artéria (hemorragia cerebral). É uma doença muito frequente em seniores e altamente responsável pela sua dependência de cuidados. As causas que podem levar ao enfarte são a hipertensão arterial, a diabetes, a arritmia cardíaca e a própria idade.
Problemas ósseos - Temos aqui a artrose, a osteoporose e a fractura do colo do fémur. A artrose não é uma consequência do envelhecimento. Traduz-se por uma destruição da cartilagem que cobre o osso nas articulações, tornando-as mais dolorosas. O excesso de peso contribui para o desgaste das articulações. A osteoporose representa uma perda excessiva de osso predispondo-o para a fractura. É mais comum na mulher devido às mudanças hormonais. A prevenção assenta na actividade física e num regime alimentar com abundância de leite e derivados. Para que o cálcio se fixe bem aos ossos, é necessária a vitamina D.
Problemas da visão - Os seniores são frequentemente afectados pela diminuição da visão. A ida ao oftalmologista deve ser regular, para atacar prontamente os casos de presbitia, e para prevenir as cataratas, o glaucoma e a mácula. As cataratas são provocadas pela progressiva opacidade do cristalino. Hoje as operações são muito eficazes.
Problemas auditivos - O envelhecimento não é sinónimo de surdez. Mas assim que um sénior começa a sentir mudanças auditivas deve consultar um otorrinolaringologista para que se estudem as causas que motivaram a perda de audição. Hoje temos próteses analógicas e digitais de elevada precisão.
A doença de Alzheimer - É uma das doenças mais temidas, a par das demências e das tromboses. Ainda se desconhece a sua causa. Supõe-se que haja uma base genética de predisposição, a doença actua com a morte de neurónios, havendo uma atrofia progressiva do cérebro e deterioração de diferentes funções cerebrais.
A depressão - O médico de família é quem melhor pode interpretar os sintomas, caso da tristeza, insónia, falta de apetite ou de estímulo e prescrever tratamento adequado ou o acompanhamento psicológico. O apoio da família e dos amigos é fundamental e o tratamento da pessoa deprimida deve basear-se na paciência e na compreensão da situação da mudança do estado de espírito.
Doença de Parkinson - É uma doença degenerativa que afecta a coordenação dos movimentos. A sua causa continua a ser desconhecida e caracteriza-se por rigidez progressiva, lentidão e falta de movimentos e depois tremores.
A diabetes - É devida a uma secreção insuficiente de insulina por parte do pâncreas, o que faz com que as células do organismo não possam assimilar a glucose, o que vai aumentar a sua concentração no sangue. Estima-se em 10% o número de seniores que sofrem de diabetes. Os sintomas desta doença são: excesso de sede, picadas, aumento de apetite e urinar frequentemente. A actividade física é fundamental, a alimentação deverá ser adaptada e a medicação é indispensável. A complicação mais frequente e temida são as hipoglicemias.
Fonte: O Ribatejo