Presidente das Misericórdias insta Governo a aplicar protocolo assinado em Março

O presidente União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, instou sábado o Ministério da Saúde a, "com maior brevidade, dar corpo" ao protocolo que as instituições assinaram em Março e que prevê uma cooperação entre os dois organismos.

"Instamos o Ministério da Saúde a, com maior brevidade e sem hesitações ou desvios, darmos corpo ao importantíssimo Protocolo que o Ministério da Saúde e a União das Misericórdias Portuguesas celebraram no passado dia 27 de Março", disse o responsável.

Manuel Lemos falava na sessão de abertura do I Congresso do Grupo Misericórdias Saúde. Sublinhando que os "Hospitais das Misericórdias estão bem presentes nas Comunidades", o presidente das UMP lamenta que o seu trabalho e a sua importância não sejam reconhecidos.

"O não reconhecimento do que tem sido a participação e, sobretudo, do que pode e deve ser a participação das Misericórdias no Sector da Saúde, é pois um problema mal resolvido na Sociedade Portuguesa", afirmou.

Manuel Lemos considera "essencial" que os responsáveis do Ministério da Saúde "percebam, de uma vez por todas, que as Misericórdias são instituições de utilidade pública, que não são sector privado, que não estão no mercado".

"É importante, finalmente, que a "máquina" perceba, de uma vez por todas, que as dificuldades económicas que o mundo atravessa, e muito particularmente Portugal, exigem um recurso crescente às instituições do sector social", acrescentou.

No final de Março as UMP e o Ministério da Saúde assinaram um protocolo que permite às administrações regionais de saúde efectuarem acordos de cooperação com as unidades de saúde das misericórdias para onde são enviados os utentes para os quais o SNS não tem resposta em tempo atempada em áreas como a cirurgia ou consultas

Os utentes pagam por estes actos médicos as taxas moderadoras, como sucede nos hospitais da rede do SNS.

Fonte: O Mirante


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