UCC inaugurada em Dezembro na Chamusca recebe primeiros doentes
A Santa Casa da Misericórdia da Chamusca (SCMC) começou em 17 de Maio, a receber os primeiros 12 doentes na Unidade de Cuidados Continuados (UCC) que inaugurou em Dezembro. A informação foi prestada, à agência Lusa pelo vice-provedor.
Fernando Milheiro adiantou que o acordo que permite a entrada em funcionamento da UCC da Chamusca foi assinado ao fim da manhã do dia 17 de Maio na Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, permitindo que os primeiros dos 12 doentes já destinados a esta unidade (vindos da zona de Lisboa) possam começar a ser recebidos.
Segundo disse, regressaram todos os funcionários que a SCMC, devido ao atraso na assinatura do contrato com o Ministério da Saúde, se viu obrigada a dispensar há um mês.
Além dos cinco enfermeiros que tinham sido dispensados, a Misericórdia da Chamusca já contratou mais três, tendo prevista a contratação de um total de 14 a 15 enfermeiros quando a unidade estiver a funcionar no pleno da sua capacidade - 43 camas para as tipologias de média duração e reabilitação (21 camas) e longa duração e manutenção (22 camas).
A unidade empregará ainda 14 a 15 auxiliares de acção médica (actualmente são sete), tendo também ao serviço um médico de clínica geral, um fisiatra, três fisioterapeutas e uma assistente social, estimando-se que venha a empregar, quando estiver em pleno funcionamento, um total de 50 pessoas.
Fernando Milheiro afirmou que, para recuperar os perto de 70.000 euros dispendidos no período em que aguardou pela assinatura do contrato, a SCMC terá de fazer um programa de "grande austeridade" no próximo ano.
Apesar de ter sido inaugurada em Dezembro, a abertura da UCC da Chamusca esteve dependente da correcção de algumas "inconformidades" e da assinatura do acordo com o Ministério da Saúde, acto que se arrastou devido à demora da publicação do Orçamento do Estado em Diário da República.
Instalada no antigo hospital da SCMC, a UCC representou um investimento, que contou com apoios comunitários, de mais de 2 milhões de euros, comparticipados em cerca de 700.000 euros pela autarquia.
O município espera agora protocolar a prestação de serviços, como consultas, atendimento às populações e realização de exames médicos, como raio-x, electrocardiograma ou ecografias, meios de diagnóstico que não existem no concelho, obrigando a deslocações (nomeadamente, ao Entroncamento).
Para a autarquia, esta unidade, que passará a funcionar em permanência (vinte e quatro horas por dia ao longo de todo o ano), terá forçosamente de proporcionar serviços de saúde a uma comunidade que vive num vasto território, deficitário em termos de resposta do Serviço Nacional de Saúde e marcado pela dispersão de uma população envelhecida e com poucos recursos.
Fonte: Correio do Ribatejo