Universidade Sénior de Rio Maior comemora Dia Internacional da Mulher

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a Universidade Sénior de Rio Maior convidou as conhecidas Margarida Pinto Correia e Rita Ferro para uma sessão sobre “A mulher na era da globalização”, que se realizou no Cineteatro, na quinta-feira, dia 11.

Para além das duas convidadas estiveram presentes a vereadora Sara Fragoso e a diretora da Universidade Sénior, Bernardete Maurício, que abriu a sessão. Para começar, Bernardete deu a conhecer um pouco das duas convidadas. Margarida Pinto Correia, licenciada em Relações Públicas Internacionais, trabalhou como jornalista e atriz, e tem realizado também trabalhos na rádio. Desde 2001 é administradora executiva da Fundação do Gil.

Rita Ferro é escritora e especialista de Marketing. Iniciou-se na escrita em 1990, “arriscando um novo tipo de escrita feminina, revolucionando o mercado literário português”, disse Bernardete Maurício. Escreveu 20 livros que estão editados em vários países, foi apresentadora de televisão e atualmente faz entrevistas especiais para a revista Caras e faz o programa “Conversa de Raparigas”, às sextas-feiras à tarde na Antena 3.

Sara Fragoso, moderadora da sessão, fez então uma breve introdução sobre o Dia Internacional da Mulher que este ano comemorou o 100º aniversário. Falou das dificuldades das mulheres ao longo dos últimos anos, da questão da mulher como protetora da família; da mulher que sempre foi sacrificada; das evoluções existentes ao longo dos anos em relação ao direito das mulheres, mas nem por isso em to-do o mundo. “A mulher está sujeita a uma grande pressão: ser mais eficiente e ter uma aparência mais agradável”, referiu a vereadora.

A escritora Rita Ferro, que viveu 11 anos em Rio Maior, falou das “santas” mulheres, já que a mulher “é de uma generosidade absoluta”, embora o homem também o seja. Para ela a mulher feminista não é a que “pensa que é melhor que o homem”, mas sim a que quer “apenas a igualdade de direitos”. Rita Ferro lembrou que, seja onde for, a mulher continua a não dispensar o seu estatuto de “cuidadora”, mas em muitas civilizações, infelizmente, as mulheres ainda são perseguidas ou só podem mostrar o olhos.

Falando pessoalmente, Rita Ferro lembrou os seus 3 divórcios. O 1º aconteceu porque o marido não gostava que ela trabalhasse, e o 2º porque ele não queria que ela escrevesse.

Ao longo de “milénios de predomínio masculino sobre as mulheres”, abriram-se algumas brechas “tanto na lei como nas mentalidades”. O adultério da mulher foi descriminalizado e há poucos anos passou a ser crime o homem abrir a correspondência da mulher sem a sua autorização. Por fim, a escritora mostrou a sua preocupação com as notícias que falam das mulheres que morrem às mãos dos maridos, companheiros ou namorados e referiu que “o homem é feliz se tiver uma mulher feliz ao seu lado”, daí que eles devam apoiar as mulheres na luta pelos seus direitos.

Fonte: Região de Rio Maior


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