Nove municípios do Médio Tejo combatem a pobreza e a exclusão

Vai ser criada no Médio Tejo uma plataforma de redes sociais destinada a combater a pobreza e a exclusão social. O compromisso será formalizado hoje, em Abrantes, na abertura do Festival Nacional de Teatro Especial.

Os nove municípios (Abrantes, Constância, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha) que integram a Plataforma da Rede Social do Médio Tejo e a União Instituições Particulares de Solidariedade Social juntam-se no programa “Redes do Tejo”. Este é um projecto liderado por Abrantes, desenvolvido no âmbito do Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social, e pretende “combater a exclusão com um trabalho em parceria".

Celeste Simão, a vereadora da acção social em Abrantes, declarou à agência Lusa que o objectivo é “sensibilizar” as populações para as questões da pobreza e da exclusão social, “desenvolvendo as redes sociais” dos respectivos municípios, as quais “apresentam problemas comuns”.

"A ideia base é realizar, nos vários concelhos, acções de formação, informação, seminários, etc., de modo a sensibilizar a opinião pública para as referidas problemáticas, tendo em vista igualmente a rentabilização de esforços, a inovação social e, fundamentalmente, o trabalho em parceria e em rede”.

Realizar-se-ão actividades como, entre outras, a promoção de actividades de solidariedade, a dinamização das redes sociais de cada concelho, a realização da feira social e do mês da solidariedade e diversas acções de sensibilização e informação.

Este projecto foi alvo de uma candidatura conjunta ao Programa Nacional do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social (PNAECPES), e, de acordo com Celeste Simão, “apesar de carecer ainda de aprovação, os parceiros decidiram assumir desde já a sua realização”.

O compromisso será assinado durante a cerimónia oficial de abertura da 8.ª edição do FNATES (Festival Nacional de Teatro Especial), que visa “promover pela arte a inclusão das pessoas com deficiência” e no qual marcará presença a secretária de estado da Igualdade, Elza Pais.

Humberto Lopes, presidente do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) − a entidade organizadora −, disse à Lusa que “o teatro, assim como as artes plásticas, surgem como ferramentas terapêuticas e pedagógicas que estimulam a criatividade, a sensibilidade e as emoções das pessoas, neste caso, com deficiência”.

E remata: “No Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social pretendemos ser um testemunho do que se pode fazer ao nível de uma associação sem fins lucrativos, na luta de todos os dias pela igualdade de tratamento, de direitos e de deveres que deve nortear a vida de cada um”.

Fonte: Correio do Ribatejo


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