Seniores Activos
Em Portugal, um homem com 65 anos tem actualmente mais 16 anos de esperança média de vida, enquanto uma mulher pode esperar viver, em média, mais 19 anos.
Os números são de um estudo da Fundação Manuel dos Santos, disponível no site estatístico www.pordata.pt, erevelam uma realidade cada vez mais visível na nossa sociedade e que aponta para o envelhecimento progressivo da população.
Com alguns especialistas a apontarem para que dentro de meio século a esperança média de vida ultrapasse os 100 anos, há várias questões pertinentes, entre elas o que fazer com esta faixa etária, que chega ao fim da sua actividade profissional com cada vez mais anos de vida e com vontade de manter-se activa.
A dimensão deste sector - em 2001 havia 1 milhão e 700 mil portugueses com mais de 65 anos - levou o Estado e a sociedade civil a procurarem respostas e a promoverem alternativas ocupacionais para os seniores. As chamadas universidades da terceira idade (UTI), que visam criar e dinamizar actividades sociais, culturais, educacionais e de convívio para maiores de 50 anos, têm proliferado. Na região há UTI`s em Santarém e Almeirim e o Cartaxo criou um programa especial para os seniores do seu concelho, a que chamou "Viver Mais, Viver Melhor".
Os especialistas garantes que o estímulo intelectual e físico proporcionado por este tipo de actividades levam os menos jovens a ter uma melhor qualidade de vida, consumindo em média, menos 25% medicamentos do que outras pessoas da mesma idade. O turismo sénior também é cada vez mais procurado e as agências desmultiplicam-se em ofertas de pequenas e grandes viagens destinadas a quem já completou meio século de vida.
Numa outra vertente, a oferta de lares e casas de repouso em regime de internamento é cada vez mais diversificada. Se antes este tipo de intituições eram em muitos casos, uma espécie de depósito para os idosos aguardarem a morte, hoje são instituições equipadas e preparadas para dar todo o conforto aos seus utentes. Há cuidados de saúde e enfermagem, tv por cabo, computador, ginásio, cabeleireiro, artes plásticas e por aí além. O maior problema são os custos que, em boa parte da oferta privada, está acima dos mil euros, um valor inacessível a quem tem reformas de 300 ou 400 euros e fica limitado à oferta pública garantida pelo Estado.
Fonte: Negócios & Notícias