Banco Alimentar Contra a Fome de Abrantes

60 toneladas de géneros alimentares foram recolhidos pelos voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome de Abrantes, valor que representou um sucesso pois teve um aumento de 4 toneladas em comparação com a campanha de Novembro de 2008

A Campanha de Natal de 2009 decorreu no passado fim-de-semana 28 e 29 de Novembro. Participaram 900 voluntários, nomeadamente Grupos de Jovens, Agrupamentos de Escuteiros, Cáritas, Conferências e outras pessoas da comunidade que quiseram ajudar. Este ano houve um aumento de cerca de 300 voluntários, que se deve, segundo Carlos Fazendeiro, responsável do Banco Alimentar de Abrantes, às novas instalações do Banco Alimentar. “As pessoas demonstraram mais interesse em participar uma vez que o Banco tem novas instalações”.

Os bens alimentares foram recolhidos nos concelhos do Médio Tejo - Abrantes, Entroncamento, Torres Novas, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Alcanena e Constância - assim como em Mação, Cernache do Bonjardim, Ferreira do Zêzere, Sertã e Castelo Branco. Tal como nas campanhas anteriores, os alimentos mais doados foram o arroz, as massas, os enlatados e o leite. Apesar de ter sido um dos produtos mais doado, o leite não vai chegar para os seis meses (tempo em que decorrerá outra campanha), explicou o responsável do Banco Alimentar de Abrantes. Existiram ainda outros produtos muito necessários mas pouco doados, nomeadamente os alimentos para bebés, as farinhas lácteas e os cereais. “São os produtos mais escassos, mas no entanto são muito necessários”, referiu o responsável.

A campanha de recolha de alimentos contou com a participação de “três tipos” de voluntários: Os que recolhem os alimentos à porta das lojas e hipermercados; Os que transportam os alimentos para o Banco Alimentar; e Os que trabalham no armazém. No armazém o trabalho é mais árduo, pois há mais afazeres e requer uma boa gestão e planeamento. Ao chegarem ao armazém do Banco Alimentar, as carrinhas são descarregadas, por loja e por localidade, para umas boxes. Há uma equipa destinada a essa tarefa. Depois estas boxes seguem para a mesa de separação, onde uma equipa separa os produtos por géneros, enquanto que outra equipa os pesa e regista, sempre por loja e localidade. Depois uma outra equipa tem como tarefa arrumar todos os produtos em contentores. O leite é o único produto que é separado por mês, para evitar que passe a validade. Para que tudo corra lindamente foi necessária uma preparação prévia e um bom planeamento. Carlos Fazendeiro sublinhou que este ano teve uma mais valia que muito contribuiu para o pleno funcionamento do armazém: mais transportes. “Este ano muitas das Instituições apoiadas pelo Banco Alimentar de Abrantes decidiram dar o seu contributo através da cedência de transporte. Foi uma mais valia porque permitiu que os produtos chegassem separados por loja e localidade, facilitando o seu armazenamento”, sublinhou que participaram “duas viaturas da Câmara Municipal de Abrantes, uma da Câmara Municipal de Alcanena (que trazia os produtos separados por lojas), uma da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, uma de Tomar (que também traziam os produtos separados por lojas), três do Centro Social Interparoquial de Abrantes, duas da Instituição “Quatro Cantos do Cisne”, uma da Meia Via, do Centro Social do Divino Espírito Santo e uma da Junta de Freguesia de Cernache de Bonjardim”. No entanto, o responsável lamenta que a Junta de Freguesia de S. Vicente, freguesia a que pertence o Banco Alimentar, não tivesse respondido a esta causa, frisando que apesar de não ter obtido qualquer resposta, na próxima campanha fará novo apelo de ajuda.

Três dias após a campanha de recolha de alimentos, os mesmos já começaram a ser distribuídos. Neste momento estão a ser apoiadas 62 Instituições, 40 delas com frequência, as restantes sempre que há excedentes. São apoiados cerca 800 agregados familiares.

Em Abrantes são apoiados cerca de 370 agregados familiares: 59 de Rio de Moinhos; 20 de Arrifana (S. Miguel do Rio Torto); 29 do Tramagal; 13 de Arreciadas; 33 do Pego; 42 de Alferrarede; 52 de S. Vicente; 40 do Rossio ao Sul do Tejo; 40 de Alvega; 22 das Mouriscas; 16 de S. Facundo e o Lar de Infância e Juventude.

Os alimentos nunca são doados directamente do Banco Alimentar às famílias. São doados a Instituições que existem em cada freguesia, como por exemplo em S. Vicente e Chainça a Cáritas, que após efectuarem um estudo sobre o agregado familiar, verificam se o mesmo é carenciado, se for o caso tem direito alimentos. Para receberem bens alimentares é necessário que as pessoas recorram a estas Instituições e se inscrevam. Há uma equipa que avalia a situação económica dos agregados familiares.

Um Banco funciona com Comissões, cada uma tem a sua tarefa e todas são importantes. Para Carlos Fazendeiro a comissão mais importante é a dos voluntários, onde cada líder desta comissão tem como tarefa orientar outros voluntários. O trabalho mais difícil é o de coordenador da campanha, que foi a tarefa desempenhada por Carlos Fazendeiro. O coordenador tem que verificar se todas as comissões estão formadas em todas as localidades, se necessitam de material (sacos, cavaletes, autocolantes, etc.) e tem que distribuir todo o material que necessitam e depois orientar todo o trabalho do armazém. É um trabalho árduo que é feito com muita dedicação e motivação por este responsável do Banco Alimentar de Abrantes.

O aumento das toneladas ano após ano significa para Carlos Fazendeiro que “o português é realmente generoso” e que “as pessoas pensam no dia de amanhã. Hoje ajudam os outros, amanhã poderão ser elas a necessitarem de ajuda”.

Fonte: Jornal Nova Aliança


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