Casa de acolhimento de jovens nasce em Alferrarede
A oferta de uma moradia no centro da freguesia de Alferrarede, Abrantes, à obra social do Cónego José da Graça, levou o prelado a lançar-se em mais um projecto social: uma casa de acolhimento de crianças e jovens em risco.
Este projecto junta-se a cerca de duas dezenas de outras instituições sócias lideradas pelo cónego entre as quais já se inclui um centro de acolhimento temporário (CAT) que funciona há meia dúzia de anos em Rossio ao Sul do Tejo.
José da Graça revelou ao nosso jornal que a ideia de um novo centro, que acolha jovens com mais de 12 anos, vem complementar a oferta desta obra social, permitindo agir sobre casos de crianças que chegam à idade limite sem ter local para onde ir.
Este novo centro de acolhimento já mereceu aprovação dos serviços da Segurança Social e a moradia só ainda não entrou em obra porque é obrigatória a garantia de criação um lugar de estacionamento à porta do edifício para utentes de mobilidade condicionada. José da Graça garantiu que já fez o pedido à autarquia e que no dia que tiver o despacho favorável manda chamar os empreiteiros.
O Cónego José da Graça garante que o projecto está só em fase de alterações, “coisas insignificantes mas que têm de estar garantidas, por causa dos financiamentos do Estado”. José da Graça só lamenta que esteja há três semanas à espera que a autarquiaaprove o estacionamento. A presidente da autarquia abrantina, Maria do Céu Albuquerque, revelou que já teve conhecimento do pedido e que o mesmo vai ser aprovado.
O novo centro de acolhimento vai ter capacidade para receber 14 crianças, que se juntam às 12 que podem entrar em Rossio ao Sul do Tejo. A instituição está, neste momento, com lotação esgotada. O pessoal necessário para o funcionamento deste segundo centro será diferente do que já trabalha no Rossio, embora nalguns lugares mais especializados possa haver acumulação. José da Graça disse ainda que tem alguns voluntários a trabalhar pelo que vai contar com essas pessoas para reforçar as equipas.
Fonte: O Ribatejo