AGIR presta apoio a doentes oncológicos há 10 anos
A Associação de Reflexão e Intervenção Social (AGIR) de Torres Novas, criada em Outubro de 1999, está nesta altura a acompanhar cerca de duas dezenas de pessoas com doenças oncológicas, 15 das quais são mulheres com cancro da mama, pessoas que encontraram na AGIR um ”colo” para enfrentarem com optimismo esta fase menos boa das suas vidas.
O Dia Mundial da Luta Contra o Cancro da Mama assinalou-se na semana passada, dia 30 de Outubro, e embora não tivesse sido realizada nenhuma actividade especial ”por falta de tempo”, Teresa Redol, a presidente da direcção da associação, voltou a apelar às mulheres que tenham idade igual ou superior a 45 anos (grupo de maior risco) que realizem rastreios anuais.
A responsável pela associação lembra que o factor hereditário, o stress e a falta de cuidados com a alimentação podem propiciar o aparecimento deste tipo de patologias. No que respeita a prevenção, Teresa Redol reforça a sua importância, apesar de reconhecer que as pessoas vão estando mais sensibilizadas: ”Há no entanto um longo caminho a percorrer”, disse. ”Estas acções são uma tarefa contínua, até porque a prevenção e detecção atempada são as melhores soluções para o combate e, delas depende em grande parte o melhor sucesso da cura”. A AGIR deixa o convite as Juntas de Freguesia da região para que contactem a associação, no sentido de elaborar sessões de sensibilização onde seja possível que cidadãos contactem com testemunhos de gente que já passou pelo drama. ”Seria uma forma de estarmos mais próximos da comunidade”, explica.
No que diz respeito à forma como as pessoas reagem à notícia da doença e ao processo de tratamento, a presidente da AGIR relata que depende muito de pessoa para pessoa, da personalidade, do carácter e do próprio apoio familiar. Para ajudar nessa fase, a associação organiza quinzenalmente reuniões de Grupos de Ajuda Mútua (GAM) com a presença de uma psicóloga, formada em psicologia clínica, que presta apoio moral e detecta problemas psicológicos que possam resultar desta experiência. Quando são diagnosticados problemas de maior gravidade, o paciente é acompanhado individualmente. Estas reuniões estão também abertas a familiares e amigos para que possam lidar da melhor forma com a problemática.
A Agir, assegurou Teresa Redol, pode também contribuir na obtenção de prótese mamária, sobretudo em pessoas que tenham maiores dificuldades económicas. Relativamente ao apoio hospitalar, dado por entidades públicas da região, a Agir considera a resposta ajustada. Faz-se quimioterapia no Hospital Rainha Santa Isabel em Torres Novas, com consultas semanais, bem como no Hospital em Santarém. Contudo, lamenta que os doentes oncológicos que tenham que fazer radioterapia em Lisboa ou Coimbra, não tenham automaticamente transporte de ambulância assegurado, sendo sempre necessário a autorização prévia de um médico.
Teresa Redol aconselha os doentes oncológicos a não se isolarem neste combate e a procurar conforto junto da associação e de quem já vivenciou esta experiência.
Fonte: Jornal Torrejano