Câmara de Benavente pede a instituições que sinalizem situações de pobreza

A Câmara de Benavente solicitou às empresas, sindicatos e instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho para “estarem atentas” e “sinalizarem eventuais situações de carência” para que o município possa agir “de imediato”.

Num balanço da primeira ronda de encontros entre a autarquia e estas entidades, o presidente do município afirmou à Lusa que, “fundamentalmente, pretendíamos que as IPPS, os agrupamentos de escolas, as empresas e os sindicatos entendessem a importância de sinalizarem situações de dificuldade, para que possamos estudar a sua dimensão e encontrarmos respostas”. Segundo António José Ganhão, as reuniões vão prosseguir periodicamente, de forma a que o município possa ir avaliando qual a melhor forma de agir perante as dificuldades detectadas, dentro das suas competências, ou, quando não estiver na sua alçada, para intervir junto da Administração Central.

“A preocupação junto das escolas foi que sejam sinalizados eventuais comportamentos de crianças aliados a perda de rendimentos das famílias para que a autarquia possa agir de imediato, através da acção social escolar, dentro das suas competências, nomeadamente com reforço alimentar e aquisição de material escolar”, disse. Junto das IPPS, o autarca pediu particular atenção em relação aos mais idosos, tendo em conta que estas são as franjas mais vulneráveis da população.

Já as empresas revelaram as enormes dificuldades em obterem crédito, pois apesar da descida da Euribor, as taxas continuam “incomportáveis”, tendo ainda referido a “pressão fiscal muito acentuada de que estão a ser alvo”, adiantou. “Há alguma revolta com a situação das penhoras sobre os créditos das empresas, retirando-lhes verbas com que estavam a contar, uma situação que a manter-se pode deixar algumas empresas em situação complicada”, disse António Ganhão, afirmando que não houve nota, “por enquanto”, de qualquer empresa em risco de redução de postos de trabalho. Aos sindicatos, António José Ganhão pediu que seja dado conhecimento à autarquia de eventuais situações de dificuldade, e vice-versa, para uma “actuação conjunta sem confundir o papel de ninguém”, acrescentou.

Fonte: O Ribatejo ed. 1213


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