Câmara de Alpiarça chumba plano de combate à pobreza por causa dos ordenados

O executivo da Câmara de Alpiarça recusou por unanimidade o plano de apoio social no concelho no âmbito de uma rede da qual é parceira por não concordar com o orçamento proposto que é quase destinado a ordenados de técnicos que a Fundação José Relvas pretende contratar.

O projecto tem um orçamento de 525 mil euros financiados na totalidade pela Segurança Social e prevê gastar 363 mil euros em ordenados de quatro pessoas. Uma delas, que foi proposta pela fundação para ser o coordenador do projecto, é o filho do candidato à presidência da Câmara da Chamusca pelo PS, Joaquim Garrido.

Segundo a proposta, Miguel Garrido teria um ordenado base de 2.437 euros mensais durante três anos. Quase tanto quanto ganha a presidente da câmara, que tem uma remuneração de três mil euros.

O estranho neste caso é que a fundação que propõe a sua contratação é dirigida pela mulher do ex-presidente da Câmara de Alpiarça, actual presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, Joaquim Rosa do Céu, que também é o coordenador da distrital do PS para as eleições autárquicas e esteve envolvido na escolha de Joaquim Garrido para cabeça de lista do partido na Chamusca.

Além disso, o conselho de administração da fundação é presidido por Manuel Miranda do Céu, pai de Joaquim Rosa do Céu, e dele faz parte também Joaquim Garrido, que é empresário no concelho.

A câmara devolveu o plano ao núcleo executivo do projecto para que este seja reformulado, também por entender que algumas soluções propostas para o combate à pobreza já existem no concelho.

Fonte: O Mirante 27/08/2009


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