Santa Casa da Misericórdia do Sardoal comemora 500 anos

A Santa Casa da Misericórdia do Sardoal, fundada a 26 de Junho de 1509, iniciou ontem as comemorações dos seus 500 anos, com a inauguração de duas exposições retrospectivas.

O programa das comemorações, segundo o seu Provedor, Anacleto Baptista, estende-se até ao final do ano e inclui o lançamento de documentos históricos, a edição de um livro que está a ser traduzido e se pretende que resuma a história e o evoluir da instituição ao longo dos séculos e a exposição do seu espólio.

Anacleto Baptista destacou entre as peças mais valiosas do espólio da instituição o Oratório de Arte Namban, datado de 1542/1543, considerado um "ex-libris que percorre constantemente o mundo integrado em mostras e exposições".

"Só sai de Sardoal mediante um seguro especial cuja apólice orça os 250 mil euros. Agora, já não sai daqui tão depressa para que o possamos mostrar” no âmbito das comemorações, adiantou.

Com 90 funcionários, 160 utentes e as valências de creche, lar e centro de dia, a instituição “representa um papel importante na estrutura social e económica do concelho”, tendo Anacleto Baptista afirmado que esta “é já uma máquina difícil de gerir, pela complexidade e responsabilidade”.

“Movimentamos anualmente dois milhões de euros na gestão da instituição, não contabilizando obras de requalificação e outro tipo de investimentos”, enfatizou.

Segundo o Provedor, que conta 20 anos no cargo, “existem projectos em curso e em carteira”, entre os quais destacou a ampliação do lar e centro de dia, com um investimento de 100 mil euros, e a futura contrução de uma nova unidade com a valência de lar para portadores de deficiência mental, orçado em 250 mil euros.

“Já a médio, longo prazo, temos também a intenção de avançar para a criação de uma unidade de cuidados continuados”, disse o responsável.

A Misericórdia de Sardoal tem desempenhado ao longo dos anos um papel importante na assistência local aos doentes e mais desfavorecidos, tendo já gerido um hospital que funcionou até 1834, altura em que se deu a extinção das Ordens religiosas.

Fonte: O Mirante 27/06/2009


Este website utiliza cookies

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, exibir conteúdos e anúncios personalizados, disponibilizar funcionalidades de redes sociais e analisar o tráfego do nosso website. Também partilhamos informações sobre a sua utilização do nosso website com os nossos parceiros de redes sociais, publicidade e análise de tráfego.