Santarém adere ao projecto “Resposta Integrada à Violência Doméstica”

A Câmara Municipal de Santarém vai aderir ao projecto “Resposta Integrada à Violência Doméstica”, lançado em Penafiel pela Associação de Desenvolvimento de Figueira.

O projecto foi apresentado ontem a vários agentes sociais do concelho e visa a criação de uma rede de parceiros sociais para a luta contra a violência doméstica.

A mais-valia do projecto, segundo os promotores, é que permite que a vítima de violência doméstica só precise de se dirigir a um local de apoio, não tendo que andar a repetir a sua história aos diferentes intervenientes no processo.

Ao fazer um primeiro contacto, ou ao ser detectado o caso de violência doméstica por uma das instituições desta rede, o técnico que atender esta vítima fica responsável por acompanhar todo o processo e de fazer chegar a situação às outras entidades que estejam na rede.

O processo é depois acompanhado por um órgão consultivo imparcial, que não interage directamente com a vítima, e que fica responsável por garantir a aplicação de procedimentos comuns qualquer que seja a entidade onde este problema é detectado.

De acordo com a natureza de cada caso, a vítima é depois encaminhada para apoio psicológico, jurídico, social e profissional.

A iniciativa nasceu em Penafiel, pela mão da Associação para o Desenvolvimento de Figueira, e já está a ser implementada em mais de 30 concelhos de todo o país, chegando agora a Santarém, onde a Câmara Municipal se prepara para dar início à criação desta rede de parceiros.

Vânia Neto, vereadora da Câmara de Santarém, disse que em breve vai haver uma reunião entre técnicos da autarquia e dos potenciais parceiros deste projecto.

A vereadora referiu que o Gabinete de Apoio à Vítima, da responsabilidade da Câmara Municipal, atendeu 304 casos em 2008 e mais 50 este ano.

Em Penafiel, fazem parte desta rede a Câmara Municipal, várias instituições particulares de solidariedade social (IPSS), gabinetes públicos de apoio, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), as forças de segurança, as unidades de saúde, o Instituto da Segurança Social, o Instituto de Emprego e Formação Profissional e a Associação Empresarial.

A inclusão de associações empresariais é outra das inovações deste projecto e o seu papel passa por encontrar emprego, dar formação e enquadrar profissionalmente as vítimas deste tipo de violência.

O presidente da Assembleia-Geral Lobo Xavier considera que, nestes casos de violência doméstica, o mais importante é “quebrar o grande muro do silêncio que existe neste tipo de criminalidade doméstica e sexual”.

Lobo Xavier destaca o facto de evitar que as vítimas “tenham de andar de guichet em guichet a contar a história que a fez sofrer, ainda para mais quando estão numa situação fragilizada”.

Fonte: O Mirante 20/06/2009


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