Crianças deficientes ou com doenças graves não são procuradas para adopção

De todas as famílias candidatas a adoptar uma criança no distrito de Santarém, nenhuma pretende ficar com uma criança deficiente. O mesmo se aplica aos menores que estão à guarda de instituições e possuem doenças graves, segundo os dados da Secretaria de Estado da Reabilitação (SER).

A dificuldade em arranjar pais para estas crianças é um problema para as instituições e para o Estado, mas nada se pode fazer porque “as causas estão ligadas àquelas que são as aspirações, legítimas, dos candidatos a adoptantes”, diz a secretaria de Estado.

Actualmente no distrito de Santarém existem 109 candidatos à adopção registados. E destes apenas uma pequena parte, no total de 17, não se importa de ficar com uma criança com mais de seis anos de idade. Neste momento o tempo médio que demora o processo de adopção de “uma criança branca, sem doenças e sem deficiências e sem irmãos é entre seis a oito meses”, refere a secretária de Estado, Idália Moniz.

Pelos dados disponíveis, as crianças de raças que não a caucasiana são discriminadas não só na região de Santarém como em todo o país. No distrito de Santarém, 90 por cento das famílias adoptantes pretende um filho adoptivo branco.

Fonte: O Mirante 13/06/2009


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