Acordo com Governo dá às Misericórdias e IPSS apoios especiais para combater inflação
O Governo fez um acordo com Misericórdias e IPSS para dar apoios especiais por causa da subida de inflação, segundo avançou Marques Mendes na SIC. Em setembro pode chegar um apoio extra para pensões.
O acordo entre o Governo, União das Misericórdias e IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social), anunciado pelo primeiro-ministro no debate do Estado da Nação por causa das creches, vai abranger também apoios para lares e centros de dia, avançou este domingo Luís Marques Mendes, no comentário habitual na SIC.
De acordo com o que avançou o comentador e ex-presidente do PSD, além das creches, o acordo entre as três partes abrange também apoios especiais por causa da inflação. Marques Mendes sistematiza:
- Um apoio de 18 euros por utente/mês para Lares de Idosos e Deficientes;
- Um apoio de 6,60 euros por utente/mês para Centros de Dia e Apoio Domiciliário;
Uma medida que é para aplicar entre julho e dezembro deste ano, “podendo ser renovado se a situação se mantiver grave”, e que custará 18 milhões de euros.
Também vai ser aumentado — segunda vez este ano — o valor das comparticipações para as Misericórdias e IPSS, retroagindo os valores a janeiro.
- Lares de Idosos: valor por utente/mês passa de €433 para €470 (+8,5%);
- Centros de Dia: valor por utente/mês passa de €125 para €140 (+12%).
O acordo tinha já sido anunciado na parte da gratuitidade das creches do setor social. “Das três é a medidas mais importante, porque é estrutural”. Marques Mendes explica também que a Segurança Social passa a pagar às instituições 460 euros por criança mensalmente, contra um apoio que era até agora de 293 euros, e que pode abranger cerca de 100 mil crianças. “As famílias deixam de ter qualquer custo. O Estado substitui-se às famílias nos pagamentos que estas faziam”.
O valor já tinha sido avançado pelo Público. Para Marques Mendes, “é um passo socialmente importante, sobretudo para as famílias mais vulneráveis. É um bom incentivo à natalidade”, mas critica o facto de não ser aplicável também ao setor privado. “É pena. Esperemos que isso suceda no futuro. Todas as creches são importantes, no setor público, social e privado”.
Fonte: Observador
(Foto: José Sena Goulão / LUSA)
