Misericórdia de Rio Maior faz 250 anos
A Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior completa amanhã, dia 18 de Abril, 250 anos de existência.
A instituição é 77 anos mais antiga do que o próprio concelho uma vez que em 1759, ano da sua fundação, Rio Maior era uma freguesia do concelho de Azambujeira a cuja extinção, em 1836, sucederia no quadro da reorganização administrativa do país empreendida por Passos Manuel.
Mas já no último quartel do século XVIII Rio Maior era uma povoação importante no contexto das aldeias e vilas da região, incluindo mesmo as vilas de Azambujeira e de Alcanede. Ponto de passagem e para muita gente, de paragem para retempero de forças e reabastecimento, quer no trânsito entre Lisboa e o Norte quer para quem ia a banhos às Caldas da Rainha, Rio Maior teve a sua Misericórdia a pedido dos próprios moradores, para que melhor se prestasse socorro aos que necessitavam de amparo e cuidados, em especial os mais pobres, no hospital então existente.
A petição data de 1 de Janeiro de 1759. O Rei D. José acedeu à pretensão e mandou lavrar alvará para que se instituísse a Misericórdia de Rio Maior, que ficaria obrigada a prestar contas ao provedor da Misericórdia de Santarém.
A Misericórdia de Rio Maior veio a ser constituída a 18 de Abril de 1759 ficando instalada no albergue (o hospital da época) e capela anexa que eram propriedade da Misericórdia de Santarém, daí o ter que lhe prestar contas.
Sem nunca descurar o fazer o bem a Santa Casa da Misericórdia ganhou a sua independência. Hoje é uma grande instituição com mais de oitenta funcionários, vinte e cinco médicos que dão consultas num Centro Médico instalado num edifício ao lado do hospital que erigiu de raiz entre 1926 e 1935 e que é de há uns anos a esta parte o seu Lar de Grandes Dependentes, inaugurou em Fevereiro de 2006 duas modelares Capelas Mortuárias que mandou construir onde até aí se via a sua primitiva sede (mais tarde posto da GNR) - o velho albergue -, tem o Jardim de Infância “O Ninho”, actualmente com cerca de 250 crianças e tutela 14 amas legalizadas, cada uma delas a tomar conta de 4 crianças.
Fonte: Região de Rio Maior 17/04/2009