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Montepio vai ter fundo de capital de risco para economia social
2018.07.02

A Caixa Económica Montepio Geral vai, no futuro, dedicar parte dos seus resultados a um fundo de capital de risco destinado a apoiar projectos inovadores da economia social, anunciou esta sexta-feira, 29 de Junho, António Tomás Correia, presidente da accionista associação mutualista.

 

Na conferência de imprensa que se seguiu à cerimónia que formalizou a entrada da Santa Casa da Misericórdia e outras instituções da economia social na caixa económica, Tomás Correia explicou que ainda não está consensualizado o modo como essa dotação será feita e a percentagem de resultados que será entregue.

Mas essa é a intenção, porque, explica, o banco estará "muito virado para ganhar dinheiro e aplicá-lo de forma diferente".

Várias instituições, cerca de meia centena, estão, nesta fase, a entrar no capital da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), num montante financeiro não divulgado. Até ao final do ano, Tomás Correia espera ceder até 2% do capital que a mutualista tem no banco a estas e a outras instituições da economia social que se queiram juntar. As 50 instituições entraram no capital do Montepio pelo valor nominal das acções, ou seja, pagando 1 euro por cada acção. O que significa que a avaliação do Montepio, para este efeito, foi de 2,4 mil milhões de euros, o valor do capital social.

Uma das instituições que agora entra é a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que entra com 75 mil euros, confirmou Edmundo Martinho, provedor de Lisboa, na conferência de imprensa, valor que já tinha revelado à TVI. A União das Misericórdias entrará, directamente, com 5 mil euros, e sabe-se que a Santa Casa do Porto entrará com 10 mil euros. São para já os valores conhecidos. E Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias, até admite que o valor possa, no futuro, aumentar. Também Edmundo Martinho diz que a SCML , "a cada momento, avaliaremos o que essa condição de accionista significa".

Edmundo Martinho garantiu, na conferência de imprensa, que a SCML não tem de pedir autorização ao Governo para fazer este investimento. Mas informou.

Quanto à governação de todos estes accionistas, Tomás Correia explicou que vai ser formado uma assembleia de representantes e um conselho estratégico, onde as decisões serão consensualizadas para as linhas orientadoras a dar à Caixa Económica.

Fonte: Jornal de Negócios

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