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Gulbenkian apoia academias que preparem para a diversidade
2018.06.05

Projeto da Fundação Calouste Gulbenkian tem 2,5 milhões de euros para academias que promovam competências pouco desenvolvidas no sistema educativo convencional. Candidaturas estão abertas até 11 de junho.

 

 

A oportunidade é lançada pela Fundação Calouste Gulbenkian para que organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos, escolas e autarquias criem academias do conhecimento para crianças e jovens com menos de 25 anos. A Gulbenkian tem 2,5 milhões de euros para investir nesta missão com o objetivo de alcançar 10 mil jovens nos próximos cinco anos. Metodologias e estratégias que desenvolvam novas competências da população mais nova são bem-vindas. As ideias têm de ser apresentadas até 11 de junho.

“As Academias Gulbenkian Conhecimento visam preparar crianças e jovens para as mudanças, a incerteza e a diversidade, promovendo competências cognitivas, sociais e emocionais fundamentais para lidar com problemas complexos, para ampliar oportunidades de realização pessoal e profissional”, adianta ao EDUCARE.PT Pedro Cunha, da Fundação Gulbenkian, responsável pelo projeto.

Há indicadores que revelam que quatro em cinco crianças que agora entram na escola irão exercer profissões que ainda não existem. Em 2030, estima-se que 40% das competências que hoje são cruciais no mercado laboral estarão completamente obsoletas. Por isso, a necessidade, e também urgência, de promover e trabalhar capacidades e competências ainda pouco desenvolvidas no sistema de ensino tradicional.

As novas academias são, no fundo, projetos locais desenhados por quem está perto da comunidade e sabe o que é preciso e o que faz falta. Segundo Pedro Cunha, estas estruturas terão a missão de promover competências-chave como a “adaptabilidade, autorregulação, pensamento criativo, resiliência, resolução de problemas e comunicação”. Os projetos podem acontecer em contextos educativos ou comunitários e abraçar várias temáticas como a cidadania, a saúde, a cultura, o desporto, a ciência, a tecnologia. Ou seja, questões sociais ou tecnológicas que desenvolvam o pensamento crítico, a comunicação, a resiliência, o trabalho em equipa, a superação da frustração, a capacidade de resolver problemas complexos ou a adaptação à mudança.

“As academias pretendem ajudar os jovens a encontrar o seu lugar num mundo em mudança acelerada, dotando-os dos conhecimentos e das competências necessárias. Para tal, é necessário apoiar as organizações da sociedade civil, que desempenham um papel relevantíssimo na educação não formal e informal, bem como as escolas e as autarquias, no sentido de informar as suas práticas com os dados da investigação científica, que nos permitem hoje avaliar de forma mais rigorosa a evolução das competências transversais em crianças e jovens”, sublinha o responsável.

As academias poderão contar com apoio técnico e mentoria, além do financiamento, da Fundação Gulbenkian. Podem ser associações juvenis ou de pais, culturais ou desportivas, não governamentais, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), autarquias, escolas ou universidades. Uma oportunidade para cerca de 10 mil crianças e jovens desenvolverem o seu potencial.

Pedro Cunha realça outros pontos destas novas estruturas viradas para o conhecimento. “Serão contextos importantes para identificar, experimentar e validar metodologias robustas para a promoção de competências em crianças e jovens que, por sua vez, serão muito úteis para as escolas, autarquias e associações locais, no sentido de articularem e robustecerem as suas intervenções. No final, permitirão a geração de conhecimento útil para a transformação da sociedade e das futuras gerações.”

São respostas pioneiras de academias que olham para o futuro que começa hoje. “Com a publicação do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, o Ministério da Educação colocou no centro da agenda das escolas o trabalho sistemático e intencional dos professores para a promoção de competências sociais emocionais essenciais para o presente e o futuro dos alunos”, refere o responsável pelo projeto da Gulbenkian. “Mas esse desígnio convoca-nos a todos, à sociedade civil, às autarquias e aos agentes da educação não formal e informal que há muito realizam este importante trabalho no terreno. Pretendemos agora criar oportunidades para que estas intervenções se articulem e se robusteçam, recorrendo aos resultados da investigação científica nesta área”, sublinha.

Informações:
www.gulbenkian.pt/academias

Fonte: educare.pt

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